Publicado por: tanaonde | março 22, 2010

Resenha 01

Eduardo se preparando pra saudação, com o dono do Ap.

Quem vem de uma cidade pequena, estar na capital de outro país pode ser um choque cultural muito grande, e de fato é. Buenos Aires parece a capital do estilo livre, uma mistura sem medo de cores e penteados (se é que podemos chamar de penteado), da frieza, na falta de abraços cordiais e da falta de cuidado com os alimentos. Estamos nos acostumando bem com tudo isso, mas espero nunca me adaptar (prefiro manter meu coração verde e amarelo), mas se tem uma coisa que ainda causa um estranhamento tremendo na gente, é a saudação porteña de beijar no rosto! É muito engraçado  ver um policial musculosos e de feição assustadora beijando seu companheiro de turno e por mais que vc estenda a mão, sempre lascam o velho beijo no rosto. Mas como  Eduardo mesmo diz “na Roma como os Romanos”.

Publicado por: tanaonde | março 9, 2010

8 de março e minhas mulheres

Minhas mulheres

Começo dizendo que acho injusto a existência de um dia em homenagem às mulheres. Tudo bem, tem toda a questão histórica, lindamente louvável, repleta de conquistas sociais, políticas e econômicas. Concordo que as mulheres mortas pela causa e , as que ainda lutam, merecem serem lembradas e seguidas como exemplo por todo e qualquer ser humano, mas sou daqueles que acreditam que o dia da mulher, são todos os dias.

Notoriamente, mais fortes de que qualquer marmanjo, suportam dores inimagináveis como o “parir” de um filho e a própria saudade. Saudades do filho querido que mora longe e, mesmo assim, se mantêm fortes, ocultando toda tristeza, tão bem disfarçadas em sorrisos largos; a distância dos braços de seu companheiro e de suas promessas; toda as dificuldades impostas por machistas mal amados.

Se existe uma mulher da qual me orgulho é minha mãe. Exemplo de coragem, força e determinação, dúvido muito que possam existir mulheres iguais a ela, afinal de contas, largar tudo, pra começar do zero com 3 filhos pequenos não é pra qualquer um, “tem que ser muito macho” e é  nela que me espelho e alcanço tanta coragem.

Outro exemplo fantástico de ser humano é minha neguinha. Um poço de candura, paciência e compreensão com o próximo, com tudo que possua o mínimo de valor.

Da data de hoje, fica o lembrete de que devemos agradecer mais pelas mulheres que estão em nossas vidas, porque mantê-las apaixonadas e felizes tornou-se uma meta diária e não há distância no mundo que possa diminuir tanto amor.

* Mesmo esse post tendo destino certo para Dona Bel, minha mãe e Raquel Diniz, a mulher da minha vida, dedico esse dia (e todo o resto do ano) para todas as mulheres, donas do mundo e de nossos corações.

Publicado por: tanaonde | fevereiro 22, 2010

Procura-se

Boa reconpensa para quem encontrar esta iguaria em terras porteñas.

Publicado por: tanaonde | fevereiro 22, 2010

Primeiras Impressões

Bem, como todos podem perceber, as tais primeiras impressões da viagem estão chegando um pouco atrasadas. O problema é que só agora conseguimos parar quietos. Já estamos aqui há duas semanas e muita coisa aconteceu nesse tempo…

Logo depois que arrumamos nossas coisas no hotel, fomos procurar algum lugar pra comer na rua. Antes de encontrar algo pra saciar a fome de um dia inteiro de viagem, nos deparamos com uma murga, que é uma das manifestações carnavalescas da cidade. É interessante, legal de se ver e etc, só que parece um desfile de 7 de setembro animadinho. É uma manifestação folclórica, eu sei, mas carnaval merece algo mais “Brasil”. Eu não dou 3 meses pra Bruno entrar numa murga dessas e sair por aí vestido de palhaço dançando no meio da rua…

Passado o primeiro fim de semana, fomos à busca de um apartamento. Processo desgastante… Visitamos vários apartamentos, mas foi difícil encontrar o lugar perfeito (na verdade, os lugares perfeitos costumam custar muito mais). Depois de idas e vindas, problemas com o Banco do Brasil e com a imobiliária, conseguimos alugar o bendito apartamento. Vizinhança boa, supermercado perto, metrô perto e preço razoável.

Vista do nosso ap. Pra não esquecer onde estamos.

O que falta então? Conhecer a cidade! Aproveitamos que meu irmão tava aqui com a gente (ajuda valiosa, diga-se de passagem) e fomos dar uma de turistas por aí. Buenos Aires é uma cidade mais bonita nas fotos, confesso. Não que ela seja feia, de jeito nenhum. A arquitetura é massa, os monumentos são realmente imponentes, mas sinto falta de beleza natural.

Uma coisa é fato: a Argentina é um país em eterna crise. A meta deles é ser como o Brasil e ter um estadista como Lula. Pequena lição pra a gente valorizar o pouco que temos. Várias pessoas perguntam o que estamos fazendo aqui, já que o Brasil é bem melhor. Percebemos isso no supermercado: essa semana a carne subiu 40% e inflação desse tipo já não existe no Brasil há certo tempo.

O clima daqui está meio maluco: um dia faz um sol de Aracaju, no outro chove o dia todo e alaga a cidade inteira. Pra vocês terem uma ideia, em um mesmo dia já pegamos 33°C de dia e 18°C de noite. Hoje mesmo, o céu resolveu cair em nossas cabeças. Resultado: a reunião que a gente tinha com o urso polar do zoológico da cidade vai ter que ser desmarcada.

Publicado por: tanaonde | janeiro 29, 2010

Daqui do meu lugar

Complicado escrever agora. Essa é minha primeira grande despedida. Aqui, sentado em frente ao computador que trabalhei durante quase dois anos e meio, muitas coisas me vêm à cabeça. Já nem consigo mais me concentrar no último job. A caneca amarela se juntou com o resto da mesa e me disse: é triste, mas a hora está chegando.

Ói ela, a caneca amarela!

Não tenho muito a falar. Graças a Deus, meu trabalho nunca foi do tipo “que droga, o despertador tocou e eu tenho que trabalhar”. É muito gratificante trabalhar com amigos, poder dialogar sem receio, ter segurança pra opinar e, acima de tudo, conseguir ter diversão em um ambiente que para tantos é um grande peso.

Minha gratidão nunca foi escondida, nem o que eu sinto por esse lugar. Só que não custa nada agradecer mais uma vez. Átila, Bob e Magal: desde o início vocês acreditaram e confiaram em mim. Maior que as conquistas que orgulhosamente fiz parte, vocês me presentearam com um novo Eduardo: um cara mais maduro, responsável e confiante. De tantos outros, levo também a minha gratidão, muitas histórias, risadas e experiência profissional. Bruno, Erick, Mano, Andinho, Robério, Carlinha, Marcela, Deise, Dona Ilza e Rebeca: valeu, de verdade!

Clichês à parte, tenho certeza que mesmo longe, a família Trilha Propaganda estará sempre perto de mim.

Publicado por: tanaonde | janeiro 28, 2010

Como se fosse a última vez

Meu primeiro post vai ser meio meloso mesmo. Não estou nem aí! A verdade é que ainda não tenho histórias mirabolantes para contar, então, meus caros, contentem-se com os lamentos deste pobre viajante.

Ando pensando bastante no que está por vir, isso era de se esperar. Mas, o que tem mais ocupado minha cachola é o que ainda está perto de mim. De repente reparei que, a partir de agora, qualquer coisa que eu faça antes de viajar pode ser a “última vez que faço isso em Aracaju neste ano”. Hoje joguei bola, machuquei o pé (pra variar) e ralei o pulso. Será minha última gota de sangue derramada na quadra de cimento e fezes humanas da Praça da Imprensa? Será que eu já peguei o último Augusto Franco/Bugio da minha vida? Será que foi a última vez que fui ao shopping e encontrei pelo menos cinco pessoas conhecidas?

Hora de dar tchau, amiguinhos!

Antes de ir, eu queria fazer tantas coisas, encontrar tantas pessoas e ir a tantos lugares… Se eu pudesse, colocava a cidade inteira dentro da mala, mas a mulher da Gol me disse que só posso levar 23kg. Como resumir minha vida em míseros 23kg?

Ainda bem que não vão pesar meu coração e nem medir o tamanho das minhas boas lembranças. Faltaria dinheiro para tanto excesso de bagagem.

Publicado por: tanaonde | janeiro 26, 2010

Contagem Regressiva

Ontem, segunda-feira, 25/10, nosotros constatamos que essa seria a nossa última semana na Trilha Propaganda, o que dá início a uma assustadora contagem regressiva de afastamento (geográfico, que fique bem claro) de nossos amigos, familiares e namoradas.  O nick de Eduardo, denuncia que faltam apenas 11 dias pra grande empreitada. Falta organizar tanta coisa…é melhor nem pensar nisso agora. O cuscuz matinal de mamãe, nossos salários (bem que Bob podia fazer uma gracinha) e o cheiro do meu quarto, ensaiam uma saudade sem fim, sempre bem regadas por uma arritmia cardíaca e choros maternais. Bom, tá chegando a hora, mas ainda estamos por aqui; minha pauta de Jobs está lotada e minha mala nem está feita. Dentro de todas as expectativas e medos que nos invadem, resta uma certeza: se é pra voar, que seja Buenos Aires o novo ninho.

Bruno Sousa

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